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Processo

Como se dimensiona um misturador industrial

Dois depósitos do mesmo tamanho com o mesmo motor podem dar resultados opostos: um mistura homogéneo e o outro deixa grumos ou camadas. Dimensionar um misturador não é escolher "um agitador grande", mas ajustar várias variáveis ao seu produto e à sua receita. Estas são as que mais pesam.

Viscosidade do produto

É a variável que manda. Um líquido fluido admite agitadores rápidos de fluxo axial; um produto viscoso precisa de pás de fluxo radial, âncoras ou sistemas de raspagem que movam toda a massa e não só o centro. Confundir isto é a causa mais comum de uma mistura deficiente.

Volume e geometria do depósito

O volume fixa o binário e a potência necessários, mas a geometria também conta: a relação entre altura e diâmetro, a posição do agitador e os quebra-ondas determinam se se gera um fluxo que arrasta todo o produto ou um simples remoinho que não mistura.

Tipo de agitador

  • Fluxo axial (hélices): misturas fluidas e homogeneização rápida.
  • Fluxo radial (turbinas): dispersão e emulsão.
  • Âncoras e armações: produtos viscosos e transferência de calor na parede.
  • Rotor-estator: emulsões finas e redução do tamanho de partícula.

Potência e velocidade

Da viscosidade, do volume e do tipo de agitador saem a potência por unidade de volume e a velocidade de rotação. Sobredimensionar gasta energia a mais e pode danificar o produto; ficar aquém deixa a mistura a meio. O ponto está no equilíbrio, e depende da sua receita.

E a limpeza

Um bom misturador também se pensa para se limpar: acabamento sanitário, geometrias sem zonas mortas e, se o processo o exigir, CIP integrado para garantir a higiene entre lotes.

Por isso, quando dimensionamos um misturador, partimos da sua viscosidade, do seu volume e da sua receita — não de um catálogo. Os misturadores são a nossa especialidade, e cada um ajusta-se ao que tem de produzir.

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